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Posts Tagged ‘psicologia’

“O conceito de ‘querer mais’ é algo que sempre me incomodou. Eu acho que, como regra geral, nós todos ‘queremos mais’ do que temos, independente de percebermos isso ou não. Eu passei muito tempo lutando contra este sentimento porque eu também quero me sentir contente com o que atualmente tenho. Ser capaz de parar no momento e verdadeiramente apreciar onde e quem eu sou agora, em vez de desejar constantemente algo mais. Eu me perguntei várias vezes por que isso de ter que ter ‘mais’, por que não posso ser feliz com o que tenho agora. ‘Querer mais’ faz eu me sentir egoísta e gananciosa.

E isso nem é só com coisas materiais, embora essas sejam os desejos mais óbvios. É com tudo. Amor, amizade, espiritualidade. Eu tenho pensado bastante sobre isso ultimamente (em algum outro desses humores batutas). Eu percebi que a maioria dos ‘mais’ que eu quero não é sequer mais. Eu não sei como explicar realmente isso.

Já teve um desejo incontrolável de comer algo que não tinha em sua casa? Já tentou satisfazer esse desejo comendo toda a espécie de outras coisas, mas nenhuma era o que você realmente queria, então você ainda fica com aquela vontade? O sentimento é o mesmo. Eu sinto como se houvesse alguma coisa realmente importante e vital que esteja faltando em minha vida e eu esteja tentando preencher esse buraco com um monte de outras coisas que na verdade não são o que deveriam ser. O problema é que eu não sei o que é que está faltando ou onde sequer começar a procurar para encontrá-la.”

(Texto de fox – original clicando AQUI – traduzido por mim.)

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“O medo é um metamorfo, ele não tem conceito de tamanho ou ocasião e não aprende com novos exemplos, uma vez é o suficiente para o medo ser compreendido. Depois disso, o medo sempre tem o exemplo original na mente e, quando uma nova situação surge que seja diferente da primeira mas que talvez tenha algum elemento em comum, o medo muda de forma para se adequar à ocasião.

Meu cachorro caiu na água quando era pequeno, ele ficou aterrorizado e eu tive que descobrir onde ele estava escondido depois de fugir desesperado quando chegou ao litoral e tive que confortá-lo até que ele parasse de tremer e chorar. Filhotinhos são como bebês, com resposta puramente emocionais a seu meio e respondendo como criancinhas. De qualquer forma, desde então o Cubo (que hoje é um imenso e pesado marshmallow de um Rottweiler) tem medo de água. Não importa que forma ou estado ela esteja: uma poça, um córrego, um fluxo de água pela estrada, qualquer coisa exceto beber água do seu baldinho.

Foi preciso várias e várias visitas a um córrego aqui perto até ele relaxar o suficiente para começar a brincar com ele e até colocar seus tornozelos na água. Foram várias caminhadas no campo arrastando-o pelos riachos para mantê-lo seguindo e mesmo agora ele ainda pára e choraminga e olha desesperadamente para algum outro lado.

Nós todos temos o senso comum no lugar, o instinto básico de sobrevivência, não meter a mão no fogo senão vai doer ou não comer aquela planta ali senão você morre, mas o medo em nós leva isso tudo a um passo adiante. Ele se torna um cão de guarda que não deixará você sair da sua própria casa porque você pode querer passar por cima dele (já viu o filme “Eu Robô”?), como se isso fosse para seu próprio bem, mas na verdade você preferiria mesmo era se enfiar numa caixa e jogar a chave fora.

O medo não tem senso de tamanho. Um pequeno medo é o mesmo que um grande medo, abra o portão só um pouquinho e ele todo virá correndo para fora. Um medo da morte se torna um medo de cachorros, aranhas, água, perder seu parceiro, ou qualquer que seja seu medo pessoal, e é preciso centenas ou milhares de exemplos de que algo está OK para apagar a concordância original de medo.

A coisa interessante também, observando meus dois cachorros, é que a mais nova também está aprendendo a ter medo de água. Ela aprendeu com o Cubo e, quando ele não vai para perto da água, ela também não vai.

Então eu me pergunto quantos medos foram passados para mim por meus pais sem eu sequer acessá-los ou decidir se eu os queria ou não, e me pergunto do que é que tenho medo e que não me serve mais? Que concordâncias feitas há muito tempo agora me detêm e impedem de ser quem eu sou?”

(Texto de Cliodhna – original clicando AQUI – traduzido por mim.)

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