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Archive for the ‘crenças’ Category

Este é um ritual cristão:

Este não é:

Agora, qual deles parece mais “pagão” para você? Ou – mais importante – de qual ritual você preferiria participar?

( por Sannion | 25/08/2011 – traduzido por mim – original clicando AQUI )

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Este diálogo se chama “Socrates Meets Jesus” (Sócrates Encontra Jesus), embora eu ache que Jesus não seria tão dogmático assim e saberia aderir melhor ao método dialético do que só repetir frases. O locutor em questão parece-me mais com Paulo ou Pedro ou algum cristão moderno. Mesmo assim, traduzo-o aqui para vocês do jeito que estava:

Sócrates
Bom dia, Jesus, eu ouvi falar dos seus maravilhosos ensinamentos. Sou modestamente um filósofo aqui em Atenas. Disseram-me que você tem grande sabedoria e isso se demonstra pela quantidade de admiradores que lhe seguem pelas ruas. Se você tiver um minuto, eu agradeceria que me iluminasse com algumas respostas para alguns intrincados problemas com os quais tenho me debatido na vida.

Jesus
Eu sou um pescador de homens em busca de seguidores. Eu trago a verdade de Deus a todos. Procure e encontrarás, pergunte e será respondido, bata à porta e esta lhe será aberta.

Sócrates
Há uma pergunta básica que sempre me incomodou. Embora para mim seja um obstáculo na busca da verdade e do sentido, estou certo que você me ajudará, que para você será fácil responder e que me achará um velho tolo. Eu tenho ansiado por honra e nobreza, mas parece que nunca conheci algo honrado ou nobre. Com minha compreensão limitada, sempre me pareceu que a vida – com todo seu som e fúria – na verdade não significa nada. Por favor, me diga: como um homem deveria viver, qual o propósito da vida?

Jesus
Servir e cultuar Deus.

Sócrates
Qual Deus?

Jesus
Só existe um Deus.

Sócrates
Oh. Você deveria morar aqui em Atenas, nós temos vários para escolher.

Jesus
Só existe um Deus verdadeiro.

Sócrates
Certo, e qual é o Deus verdadeiro?

Jesus
O deus verdadeiro é o Senhor Deus.

Sócrates
Sim, mas quem é o Senhor Deus? Ou o que ele é?

Jesus
Ele é a sabedoria, amor, compaixão, paz e misericórdia infinitas. Ele é o criador do céu e da terra e de todas as coisas do universo.

Sócrates
De todas as coisas?

Jesus
Sim, todas. Ele é onipotente. Ele é mestre e controlador e criador de tudo. Ele é onipresente, nada pode acontecer que ele não saiba antes.

Sócrates
Ele criou pragas, guerras, morte, sofrimento e o mal?

Jesus
Não. Essas coisas e todos os outros males e tragédias vieram do Demônio, o príncipe das trevas; ou da fraqueza e natureza maligna do homem. Deus é todo bondade e livre de maldades; somente o bem pode vir de Deus.

Sócrates
E quem diabos é o demônio? Claro que ele deve ser um deus, já que é capaz de tantas calamidades à humanidade; mas você disse que só há um deus. Você também disse que tudo que existe vem de Deus; e agora você diz que só a bondade vem de Deus e o mal vem de alguém chamado demônio. Isso parece contraditório. Temo que sua religião é complexa demais para entrar nessa minha cabeça de velho. Ainda assim, serei um aluno aplicado e tentarei entender, se você me ajudar. Por favor, explique: quem é o demônio e como todas as coisas podem vir de Deus e ainda não virem de Deus?

Jesus:
O Demônio é um anjo caído que é ambicioso. Ele se rebelou contra Deus e quer destruir todos os seus trabalhos.

Sócrates:
E o que, em nome de Zeus, é um anjo?

Jesus:
Um anjo é um anjo.

Sócrates:
Claro, isso é uma identidade. Sócrates é Sócrates. Mas, sabe, isso não significa nada para mim, inexperiente que sou na sua religião. Embora seja tão verdadeiro quanto possa ser, não se relaciona a nada que eu compreenda. Compare com algo que eu conheça.

Jesus:
Um anjo é um anjo.

Sócrates:
Por favor, perdoe minha impassível ignorância. Entenda que não sou uma autoridade nisso como você. Eu nunca vi um anjo ou ouvi falar de um. Eu soube que você teve muitas visões estranhas no deserto por 40 dias sem comer. Diga-me, qual é a aparência desses anjos?

Jesus:
Eles têm asas.

Sócrates:
Os mosquitos também. Você pode ser mais específico?

Jesus:
Eles se parecem com as pessoas, exceto por terem asas.

Sócrates:
Que mais? Eles podem voar, suponho.

Jesus:
Sim, é pra isso que servem as asas.

Sócrates:
Claro, eu deveria saber. Você diz que eles parecem os homens. Como eles diferem dos homens?

Jesus:
Eles são muito melhores que os homens, e nunca morrem.

Sócrates:
Melhores como?

Jesus:
Mais virtuosos e mais poderosos. Muito mais poderosos.

Sócrates:
São super-humanos então.

Jesus:
Sim, absolutamente!

Sócrates:
Então eles são super humanos e são imortais. Nós em Atenas chamaríamos tais seres de deuses.

Jesus:
Não! Deus é mais poderoso que eles.

Sócrates:
Zeus também é mais poderoso que os outros deuses olimpianos, mas os outros ainda são definidos como deuses. Como você definiria o termo Deus?

Jesus:
Deus é o criador de tudo. Ele é todo poder, conhecimento, sabedoria e exemplo típico de justiça, misericórdia, compaixão, bondade e paz.

Sócrates:
Essas qualidade são, no entanto, não necessariamente consistentes. Não é possível para uma pessoa ser justa, pacífica e misericordiosa, tudo de uma só vez e em uma só situação. Se uma pessoa ou uma nação merece punição pela regra da justiça, você deve puni-lo ou lançar sua ira sobre eles, mas isso seria uma violação da regra da paz ou da misericórdia. Ninguém poderia ter todas essas qualidades porque elas se contradizem uma a outra, elas não podem existir juntas na mesma pessoa ao mesmo tempo. É como se um homem virasse tanto para a direita como para a esquerda em uma esquina, ao mesmo tempo, enquanto ainda permanecesse inteiro e completo.

Jesus:
Deus trabalha suas maravilhas de formas misteriosas.

Sócrates:
Parece que vocês têm vários deuses como nós temos em Atenas, apenas não os chamam de deuses.

Jesus:
Não! Deus é o todo-poderoso.

Sócrates:
Então a única diferença é o grau de poder?

Jesus:
Não. Deus é melhor e mais virtuoso que eles. O pecado é impossível para ele.

Sócrates:
O que é pecado?

Jesus:
É um ato de desobediência a Deus.

Sócrates:
Vejo então que Deus não poderia pecar, porque ele não pode desobedecer a si mesmo. Mas uma vez que o pecado é impossível para ele, isso não é mais uma marca característica de ele ser livre de pecado do que a marca de uma rocha ser a característica de não poder se mover. É meramente uma questão de definição. O que eles fazem, esses anjos?

Jesus:
Eles são os mensageiros de Deus.

Sócrates:
Por que, se Deus é todo poderoso, ele precisa de mensageiros?

Jesus:
Ele gosta assim.

Sócrates:
Eles são os escravos dele, então?

Jesus:
Não, eles o servem por vontade própria.

Sócrates:
O que acontece se não o servirem por vontade própria?

Jesus:
Existiram vários anjos liderados por Satã, o demônio, que se rebelaram contra Deus e foram lançados para fora do paraíso celeste, para um tormento e punição eternos.

Sócrates:
O que é o paraíso?

Jesus:
É um lugar maravilhoso no alto do céu. As ruas são pavimentadas de ouro. Tudo é pacífico e lindo lá. Deus mora lá e todos que acreditam em Deus vão para lá depois de morrer. Os homens têm vida eterna lá e eles ganham asas e cultuam Deus e tocam harpa em felicidade eterna para sempre. Esse é o propósito e objetivo de toda vida humana: ir para o céu quando morrer.

Sócrates:
Isso parece muito com os relatos que ouvi dados por aqueles comedores de lótus. Se esse é o propósito da vida, não seria mais simples se intoxicar de vinho e drogas e sentir-se assim o tempo todo, como os mendigos e bêbados que vemos do outro lado da cidade?

Jesus:
A Bíblia diz que você não deve se embriagar de vinho ou bebidas fortes.

Sócrates:
E, se o único propósito da vida humana é ir para o céu, por que não simplesmente nos matamos e vamos para lá?

Jesus:
Não matarás.

Sócrates:
Se Deus queria que o homem fosse para o céu, por que ele colocou o homem na terra? Por que ele não simplesmente colocou o homem no céu desde o começo? Acho difícil acreditar que o homem, com todas as suas capacidades, desejos e complexidades, foi criado meramente para sentar, fazer reverência, passar dificuldade e prestar culto. Certamente não há, nem nunca houve, um humano tirano tão vaidoso e orgulhoso que ele quis que seus súditos simplesmente fizessem reverência e labutassem de forma servil diante dele da alvorada ao crepúsculo, que dirá por toda a eternidade. Eu certamente posso entender por que Satã quis se rebelar contra tal sociedade estática, regimentada, opressora e tediosa. Do que você me disse, eu teria que me juntar a Satã na sua rebelião, pois – embora me considere um homem humilde – eu não poderia me curvar e ralar os joelhos e cantar louvores o dia todo para um ser que ameaça me punir e me dar um tormento eterno se eu não o obedecer.

Jesus:
O Senhor teu Deus é um deus ciumento e não terás outros deuses antes dele.

Sócrates:
Por que Satã se rebelou? Ele sabia que Deus era tão poderoso como você o descreve e que ele com certeza seria derrotado?

Jesus:
Satã se rebelou porque ele era muito orgulhoso e quis governar o céu sozinho. Ele conhecia parcialmente o grande poder de Deus, que era maior que o dele, mas ele queria tanto o poder que ficou disposto a arriscar.

Sócrates:
Satã foi certamente muito corajoso então; se debater contra um inimigo que não poderia derrotar.

Jesus:
Ele foi pecaminoso, porque desobedeceu à vontade de Deus.

Sócrates:
Parece que a única diferença entre Satã e Deus é o grau de poder.

Jesus:
Deus é perfeito. Ele é todo-poderoso, todo-conhecimento, e sem pecado.

Sócrates:
Claro; por definição ele é sem pecado porque ele não pode desobedecer a si mesmo. A única diferença real dos dois é o grau de poder. Portanto, Satã não estava errado ou em pecado ao se rebelar contra Deus, ele só estava errado por perder a rebelião. Se ele tivesse ganho, Deus seria o pecador, porque Deus teria sido desobediente a Satã que seria melhor do que Deus ou os outros anjos porque ele não poderia pecar contra si mesmo, ou seja, ser desobediente a si mesmo, e ele teria se provado o todo-poderoso. Se Satã tivesse ganho, ele teria se tornado Deus, por sua definição, porque ele teria sido todo-poderoso e sem pecado. Quem sabe se não foi isso que aconteceu? Da sua descrição de Deus, a esse ponto eu começo a suspeitar que foi isso o que ocorreu.

Jesus:
Deus é mais que mero poder e ausência de pecado: ele é justiça, misericórdia, paz e compaixão infinitas. Satã é vicioso, egoísta, destrutivo e mau.

Sócrates:
O que aconteceu a Satã depois que foi lançado para fora do céu?

Jesus:
Ele foi jogado no Inferno por Deus, onde ele é atormentado e torturado por toda a eternidade.

Sócrates:
O que é o Inferno e por que Satã fica lá se é tão doloroso e desagradável?

Jesus:
Deus o trancou no Inferno e a ele não é permitido sair. Deus criou o Inferno como um lugar para punir Satã e todos os homens que não têm fé em Deus. Trata-se de um fogo infernal de tortura, agonia e tormento: todos os homens pecadores que não pedem perdão a Deus e não têm fé nele vão para lá por toda a eternidade, para serem torturados pelo demônio.

Sócrates:
Se Deus é justo ou misericordioso, como ele pode fazer isso a um inimigo que lutou com ele em batalha? Por que Deus não simplesmente perdoou Satã depois de derrotá-lo, como os homens normalmente fazem a uma nação capturada depois de derrotada? A humanidade vitoriosa parece ser mais misericordiosa que Deus; pois eles não tratam os vencidos com tantos tormentos terríveis por toda a vida, que dirá pela eternidade. Por que Deus não demonstrou as qualidades que você descreveu, como sua justiça, misericórdia, compaixão e perdão, a Satã? Certamente a natureza guerreira de Deus está em contraste marcante com a sua definição do termo Deus como um ser pacífico, misericordioso e todo-perdão.

Jesus:
Deus age de formas misteriosas, realizando maravilhas.

Sócrates:
Se Satã está preso no Inferno, como ele poderia trazer pragas e tormentos à humanidade? E por que Deus permite isso se ele é todo-poderoso e todo-bondade? Se Deus é todo poderoso, como ele permite que o maligno Satã sobreviva? Por que ele não o destrói? Embora eu comece a considerar, a essa altura, se não seria melhor o contrário.

Jesus:
Deus permite a Satã ser livre para trazer pragas e tormentas à humanidade, a fim de punir o homem por seu pecado no Jardim do Éden.

Sócrates:
O que é o Jardim do Éden?

Jesus:
Quando Deus criou o primeiro homem e mulher, Adão e Eva, ele os colocou no Jardim do Éden. Quando eles foram criados, eles eram puros e sem pecado. Eis como Deus os criou. O Jardim do Éden era um lugar lindo, que tinha tudo o que Adão e Eva precisavam. Eles não tinham que trabalhar, era só colher os frutos dos ramos das frondosas árvores. Eles eram tão inocentes e descomplicados quanto crianças, e não sabiam nada sobre o amor carnal. Eles tinham um ao outro como companheiros e adoravam e cultuavam Deus, que os visitava de vez em quando.

Sócrates:
Por que Deus criou a humanidade?

Jesus:
Ele se sentiu solitário.

Sócrates:
Por que ele não simplesmente criou anjos adicionais que eram mais semelhantes a ele do que essa forma inferior de vida que é o Homem? Será que ele não quis escravos servis que ele poderia olhar de cima para baixo, e que o temeriam, reverenciaram e o cultuariam?

Jesus:
Uma vez que ele é nosso criador, nós devemos a ele nosso culto, reverência e obediência.

Sócrates:
O filho de um criminoso tem a obrigação de ser obediente a seu pai, ou ele tem o direito de julgar sozinho entre o certo e o errado? Que pecado o homem cometeu no Jardim do Éden?

Jesus:
No centro do Jardim do Éden, Deus colocou a árvore do conhecimento. Deus disse a Adão e Eva que não deveriam comer o fruto daquela árvore. Satã foi ao Jardim disfarçado de serpente e disse para a Eva que ela poderia ganhar grande conhecimento se comesse do fruto. Satã disse que Deus disse para eles não comerem do fruto porque ele tinha medo de que eles se tornassem tão grandioso quanto ele era. Eva convenceu Adão a comer a fruta. Depois de comerem, eles aprenderam sobre o sexo. Esse foi o pecado original.

Sócrates:
Você disse que Deus é todo-conhecimento; que ele sabe de tudo o que acontece antes de acontecer. Certamente Deus já sabia como o homem se comportaria em qualquer situação.

Jesus:
Deus deu o livre-arbítrio para o homem. Era tão possível ao homem ser virtuoso e obediente a Deus quanto era possível que ele fosse pecador e desobediente à palavra de Deus.

Sócrates:
Deus sabia que o homem iria pecar?

Jesus:
Ele sabia que o homem iria pecar, mas ele permitiu ao homem ter o livre arbítrio para fazer sua própria escolha.

Sócrates:
Deus poderia ter criado o homem para não pecar? Deus poderia ter criado o homem para que ele não tivesse pecado nessa situação específica?

Jesus:
Sim, uma vez que Deus é todo-poderoso, ele poderia ter feito isso, mas ele não quis que os homens fossem meros marionetes; ele quis que os homens tivessem livre arbítrio.

Sócrates:
Deus poderia ter criado o homem com duas cabeças e três pernas ou de outra forma, se ele quisesse?

Jesus:
Deus poderia ter criado o homem do jeito que ele quisesse.

Sócrates:
Deus criou o homem do jeito que bem entendeu? Ele tinha a intenção que o homem tivesse uma cabeça, duas pernas e a aparência que tem hoje?

Jesus:
Claro! Deus é perfeito e todo-poderoso, ele não cometeria um erro.

Sócrates:
Então Deus não errou, mas criou o homem exatamente como pretendia, em todos os sentidos?

Jesus:
Sim.

Sócrates:
Então você e eu fomos criados exatamente como Deus pretendia que fôssemos? E Adão e Eva foram criados exatamente como Deus pretendia que eles fossem?

Jesus:
Sim, foi isso que eu disse.

Sócrates:
E tudo o que é parte do homem veio de Deus?

Jesus:
Sim, deus é o mestre e controlador e criador de tudo.

Sócrates:
O demônio ou outra força qualquer criaram parte do homem?

Jesus:
Não. Deus é o único criador de tudo.

Sócrates:
Então, se Deus criou os olhos do homem, pernas e mente, ele também criou os desejos do homem; todos os seus desejos, até seu desejo por conhecimento e sexo. Por que o homem pecou?

Jesus:
Ele pecou por causa da sua fraqueza e sua natureza maligna.

Sócrates:
A natureza humana é parte do homem, como as mãos e pés são partes do homem?

Jesus:
Sim, a natureza do homem é parte do homem.

Sócrates:
Quem criou o homem?

Jesus:
Deus.

Sócrates:
Quem criou as mãos e pés do homem?

Jesus:
Deus.

Sócrates:
Quem deu ao homem duas mãos e dois pés e criou-os como são hoje, e exatamente como eram no tempo de Adão e Eva?

Jesus:
Deus.

Sócrates:
Quem criou a natureza humana?

Jesus:
Deus.

Sócrates:
Quem deu ao homem sua natureza maligna e sua fraqueza? Deus o fez, porque tudo que é parte do homem veio de Deus e apenas de Deus.

Jesus:
Deus deu ao homem o livre-arbítrio.

Sócrates:
Quem teve a intenção de que os homens tivessem duas mãos, o demônio?

Jesus:
Não. Deus que teve a intenção de fazer o homem com duas mãos.

Sócrates:
Quem teve a intenção de que o homem tivesse fraquezas e uma natureza maligna, o demônio? Não. Deus pretendia que o homem tivesse fraquezas e natureza maligna. Se a humanidade é falha ou má ou fraca, é porque Deus colocou a falta ou a fraqueza lá e teve a intenção de que fosse assim. Deixe-me contar-lhe outra parábola. Você já viu os pássaros matando os peixes no mar? Quem colocou naquele pássaro presas para matar o peixe-voador? Quem irá condenar o homem se o próprio juiz é arrastado para a frente da bancada?

Jesus:
O homem tem livre arbítrio. Deus não o forçou a pecar. Ele meramente deu-lhe a oportunidade de ser virtuoso ou pecador. O homem não teria valor algum para Deus se ele meramente o fizesse um marionete que não pudesse fazer nada além do bem. Ele quis dar ao homem a oportunidade de ser bom ou mau, de acordo com seu próprio mérito e escolha.

Sócrates:
É absurdo que Deus puna o homem depois de criá-lo. É como se Homero escrevesse uma ode sobre um porco e depois açoitasse as páginas ou as lançasse ao fogo eterno para serem consumidas só porque as qualidades do animal o desagradam. Ou como se um escultor fabuloso fizesse uma estátua perfeita de um porco e depois o chicoteasse por toda a eternidade porque ele não gostou dos traços do animal.

Jesus:
Deus não criou o homem com uma natureza maligna que predeterminasse que ele deveria pecar.

Sócrates:
Então quem fez isso?

Jesus:
Deus criou o homem para ser inocente e naturalmente bom. Deus colocou o homem em um paraíso, o Jardim do Éden. Ele deu ao homem o livre arbítrio e permitiu a Satã ir ao Jardim do Éden para testar a humanidade. Deus não predestinou que o homem pecaria.

Sócrates:
Mas Deus criou tudo que estava presente nessa combinação, situação ou ambiente. Quando ele criou cada um dos elementos ou ingredientes da situação, ele sabia exatamente como cada um iria reagir com os outros em qualquer circunstância, porque ele sabia de tudo. Ele teve a intenção de que cada elemento fosse exatamente como era porque ele era todo-poderoso e não poderia cometer um erro. É como se um cientista ou um médico combinassem vários ingredientes para fazer um remédio, os quais – ainda que inofensivos separadamente – quando combinados se tornariam um veneno mortal; e então eles o administrassem a um paciente, desobrigados da responsabilidade por sua morte. Desta forma, Deus combinou muitas coisas: um homem inocente, uma árvore do conhecimento, um lindo jardim e um anjo.

Jesus:
Todos pecaram e decaíram da graça de Deus.

Sócrates:
Parece-me que seu Senhor Deus meramente criou o homem para observá-lo sofrer. Esse negócio de Satã, Jardim do Éden e livre arbítrio é só uma fachada. Deus só queria arrumar uma desculpa para atormentar, perseguir e oprimir a humanidade. Se um ser todo-poderoso e todo-sapiente cria tudo, e permite que sua criação reaja de certa forma, ele na verdade teve a intenção de que eles agissem desse modo e é o único responsável pelos resultados.

Jesus:
Eu lhe advirto, Deus não é objeto de zombaria. Não fale dele dessa forma, senão você será lançado na feroz fornalha onde haverá ranger de dentes, tortura e tormento eternos.

Sócrates:
Eu achei que nossos deuses olimpianos eram viciosos e irracionais, mas eles parecem verdadeiros cordeiros de misericórdia e indulgência comparados com esse seu Deus, o qual tormenta e tortura você por toda a eternidade por fazer o que ele te força a fazer desde que criou você e o ambiente à sua volta.

Jesus:
Oh, dê graças ao Senhor pois ele é bom; porque sua misericórdia é eterna.

Sócrates:
Por que, se ele é um deus de paz e misericórdia, ele atormenta a humanidade e permite – até encoraja e exige – derramamento de sangue na terra; e permite – até exige – que Satã tente e torture a humanidade, uma vez que você disse que nada acontece que ele não saiba que irá acontecer? Um ser todo-poderoso que sabe tudo e cria tudo, determina tudo, porque ele conhece o jeito que sua criação age.

Jesus:
Deus deu ao homem livre arbítrio porque ele não quis que ele fosse um mero marionete. Deus não queria que o homem pecasse. Deus ficou muito desapontado quando o homem pecou.

Sócrates:
Deus não poderia possivelmente ficar desapontado, porque ele conhecia a natureza do homem e tudo o mais que ele criou. Uma vez que ele é todo-poderoso, ele teve a intenção de que o homem pecasse. Na verdade, ele forçou o homem a pecar ao criá-lo com certos desejos e fraquezas.

Jesus:
O que você diz é uma blasfêmia. Deus criou o mundo e todas as plantas e animais para o prazer do homem. Olhe o belo mundo à sua volta. Como você pode dizer coisas tão terríveis de Deus depois de ele ter-lhe dado tanto?

Sócrates:
Eu certamente não poderia acreditar nisso. Como poderia um deus que era tão cheio de vícios, sádico e odioso criar um mundo com tanta beleza? Mesmo o homem, por mais malvado que ele pareça ser às vezes, em outros momentos exibe uma incrível força, um auto-sacrifício e lealdade, e graus de conflitantes qualidades de misericórdia e justiça. Seu Senhor Deus não tem nenhuma dessas qualidades. Certamente nunca houve um homem por mais vil que fosse que poderia fazer a outro homem o que você afirma que Deus faz a aqueles que não o respeitam: torturá-lo por toda a eternidade. Qualquer homem, não importa o quão perfidamente ele tenha mutilado, torturado ou assassinado – como Príamo cujo clã inteiro foi assassinado ou como Agamenon que foi morto por sua esposa e o amante dela – iria chegar um dia em que ele se apiedaria depois de anos ou séculos torturando seu inimigo.

Jesus:
Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. Acredite em mim e terá a vida eterna no céu; negue-me e sofrerá tortura eterna no Inferno.

Sócrates:
Se eu aceitasse o seu sistema, eu teria que me juntar a Satã contra seu Deus; mesmo sabendo que eu seria atormentado e torturado para sempre. A injustiça e os vícios de seu Deus é extremamente assustador. Eu tenho ouvido relatos terríveis de sacrifícios humanos por selvagens em costas distantes; mas, certamente, mesmo eles nunca pensaram em torturar suas vítimas por toda a eternidade. Eu ouvi relatos amedrontadores de monstros terríveis, ciclopes, górgonas e medusas, mas esses monstros são mansos e gentis como cordeiros se comparados a aqueles descritos no livro da Revelação (Apocalipse). E você me fala de uma natureza pacífica, misericordiosa e toda-perdão do Senhor Deus.

Jesus:
Somos todos filhos de Deus. Deus é nosso pai e não quer que nós pequemos, mas deve nos punir quando o fizermos. Ele é justo e misericordioso e só envia a nós – seus filhos – ao inferno, à danação e tormento eternos, quando é nossa culpa. Quando pecamos e entramos em luxúria pelo sexo, como fizeram Adão e Eva, ele não tem escolha senão nos punir nos torturando no fogo eterno para sempre.

Sócrates:
Você diz que somos todos filhos de Deus. Ele é um verdadeiro monstro de atormentar seus próprios filhos por termos olhos, pernas e desejos que ele nos deu. Parece um diabinho impostor que finge ser uma coisa que tem duplo sentido e faz uma promessa dizendo uma palavra no nosso ouvido só para quebrar nossa esperança depois. Eu não vejo propósito, nem razão, nem verdade, nem misericórdia, nem justiça; nada além de um poder caprichoso e exposto. Na verdade, o ser humano, por toda a sua inconstância, egoísmo e fraqueza, parece ter mais dessas qualidades do que o seu Deus. Seu Deus é um diabinho demoníaco, sádico e psicótico.

Jesus:
Nós somos apenas humanos e não conseguimos entender os mistérios infinitos de Deus. É nosso dever mantermos a fé e o seguirmos. Não cabe a nós raciocinar por quê, e sim fazer isso e pronto.

Sócrates:
Sem raciocinar? Mas por que nos foram dadas mentes? Como vamos determinar como viver e qual é o propósito da vida? O que estamos fazendo discutindo isso agora? Por que você tem pregado às pessoas a sua vida toda? Por que você arriscou sua vida desafiando as ordens dos romanos?

Jesus:
Pela fé seremos salvos, para que nenhum homem se vanglorie.

Sócrates:
Fé. O que você entende por fé?

Jesus:
Que devemos acreditar sem pedir por provas. Não devemos duvidar como São Tomás. Se acreditamos em Deus, ele nos recompensará por todas as nossas provações e tribulações mil vezes mais, quando chegarmos no céu.

Sócrates:
Você diz que deveríamos acreditar em tudo o que nos disserem, sem investigar ou examinar isso; deveríamos ser ingênuos? Se for assim, eu deveria entregar minha bolsa a todo homem na rua que me prometer devolvê-la com mil vezes o que tem dentro. Eu seria um tolo se fizesse isso. E você não está me pedindo aqui só dinheiro, mas para dedicar a minha vida inteira a um propósito e a uma incumbência, sem sequer considerar o valor desse empreendimento. Um ladrão exige meu dinheiro ao ameaçar a minha vida. Você exige a minha vida ao me ameaçar com uma tortura e ao me prometer o paraíso. Eu não sou um tolo ingênuo, manso e submisso para ser guiado para onde me disserem a partir de promessas vazias e ameaças.

Jesus:
Os mansos herdarão a terra.

Sócrates:
Os mansos são assassinados e feito escravos como as mulheres e crianças de uma nação derrotada.

Jesus:
Você não deveria questionar Deus!

Sócrates:
Eu nunca encontrei esse cavalheiro, e portanto não posso questioná-lo. Eu estou questionando você que afirma representá-lo, para determinar se ou não você realmente o faz.

Jesus:
Devemos acreditar na Bíblia, nas Escrituras, na Palavra de Deus; pela fé sem esperar ser capaz de entender e sem pedir por provas.

Sócrates:
É impossível para um homem não escolher. Você está ciente de que há vários milhares de religiões no mundo? Se nós acreditarmos por simples fé, teríamos que aceitar todas elas; ainda que todas sejam diferentes, e isso seria impossível. Seria como acreditar que o mundo era redondo e plano ao mesmo tempo. Certamente, você não pratica o que prega; pois se o fizesse teria acreditado (por simples fé) que a religião judaica e o Velho Testamento estavam certos e não começaria essa sua nova religião herética. Ou ontem quando os sacerdotes de Atenas te abordaram na rua para que parasse de pregar sua heresia, você teria acreditado na religião grega dos Deuses Olimpianos porque ela veio primeiro e você deveria acreditar nela por fé (sem questionar) porque teriam lhe dito que ela é verdadeira.

Jesus:
Pela fé seremos salvos, para que nenhum homem se vanglorie.

Sócrates:
Deixe-me dar um exemplo específico. Suponha que o Oráculo de Delfos me dissesse que uma certa pessoa era culpada de matar e estuprar minha esposa e que eu deveria matá-lo ou então ele me mataria, temendo que eu descobriria o crime dele e o matasse; e você me dissesse ‘não matarás’. Você diz que devo acreditar pela fé em tudo o que me dizem. Seguindo sua injunção, eu deveria matar o homem por causa da minha fé no Oráculo de Delfos e deveria não matá-lo por causa da minha fé no Senhor Deus. Já que não posso matar e não-matar um homem por isso ser contraditório, então eu não posso acreditar nem no oráculo e nem no seu deus. Portanto, é impossível para mim acreditar em qualquer coisa apenas pela fé. Há uma escolha intelectual que você e eu e todos os homens fazem, seja ela voluntária ou não, sobre em que nós vamos acreditar. O que você preferiria fazer: escolher por ter pensado, discutido e considerado todos os aspectos ou cegamente negar que há uma necessidade de escolha? Essa escolha é a mais importante na vida de um homem, porque a resposta à pergunta “qual o propósito da vida?” determina o curso inteiro da vida humana. Se um homem dirige todos seus movimentos a partir de sua religião, como você advoga, então certamente ele deve colocar uma grande quantidade de pensamento dentro dessa escolha de religiões. Deixe-me contar uma parábola: se você vai de uma cidade até a outra em uma tarefa que envolve toda a sua vida, não seria sábio considerar todas as rotas, se algumas delas são frequentadas por assaltantes, se não há uma cidade mais segura ou próxima para ir ou, certamente, se a cidade para onde vai existe mesmo?

Jesus:
Se você, honestamente deseja conhecer a verdade sobre Deus, a criação e o propósito da vida, há uma forma mais simples de descobrir a verdade. Tudo o que tem que fazer é pedir a Deus que venha ao seu coração. Se você desejar sinceramente conhecer a verdade sobre Deus, o espírito santo irá vir até o seu ser e você se tornará um com Deus. Nesse momento, você irá ganhar conhecimento celeste e a paz; e quando você morrer, você irá para o céu e viverá para sempre em felicidade e contentamento.

Sócrates:
Eu anseio conhecer a verdade. O que é exatamente que eu devo fazer e dizer para ganhar esse conhecimento e sabedoria? Como eu me dirijo a ele?

Jesus:
Dizendo, “Senhor, venha ao meu coração e dê-me sabedoria para entender a verdade.”

Sócrates:
Quer dizer que é só repetir isso e eu ganharei o conhecimento sobre o propósito da vida?

Jesus:
Sim. O Senhor diz ‘procure e encontrarás, peça e lhe será dado, bata e a porta se abrirá para ti’. Deus prometeu mostrar a verdade a todos que a pedirem.

Sócrates:
Senhor, venha ao meu coração e dê-me sabedoria para entender a verdade.

Jesus:
Isso mesmo. Agora agradeça a Deus por lhe dar a vida eterna.

Sócrates:
Não aconteceu nada. Eu não sei mais sobre o propósito da vida do que eu sabia antes.

Jesus:
Então você não foi sincero. Você não desejou de verdade que Deus viesse a seu coração e lhe mostrasse a verdade. Você não teve fé de que ele viria ao seu coração.

Sócrates:
Eu verdadeiramente desejo saber a verdade. Eu dediquei minha vida toda a estudar a filosofia e a razão. Eu desejo mais do que tudo aprender o propósito da vida. Essa é a resposta que tenho procurado desde que vi a luz do sol pela primeira vez. Se eu não a encontrar, ainda estarei procurando até o dia da minha morte. Talvez ele não me ouviu; eu deveria pedir mais alto?

Jesus:
Você falhou em encontrar a resposta porque você não teve fé. Se um homem tiver fé do tamanho de um grão de mostarda, ele poderá mover uma montanha e tudo o que ele desejar irá acontecer.

Sócrates:
Isso é impossível. Alguma das pessoas que seguiu você aqui hoje já teve parentes ou amigos que estavam doentes e morrendo? Certamente tiveram; e certamente se eles eram bons cristãos eles desejaram que o parente ou amigo não estivesse doente, mas sim saudável e feliz novamente. Certamente ninguém será tolo de dizer que nunca perdeu um amigo. Certamente ninguém será tão insensível em dizer que ele nunca desejou de verdade que o amigo vivesse. Sendo assim, poderíamos dizer que nenhum cristão em todos os séculos nunca teve fé em Deus; ou então que Deus estava mentindo.

Jesus:
O Senhor dá e o Senhor tira, abençoado seja o nome do Senhor.

Sócrates:
Vou apresentar uma parábola que provará que nunca houve um cristão ou judeu que tivesse fé; e provar que Deus estava mentindo quando ele prometeu vir ao coração do homem ensinar a ele o propósito da vida. Primeiro, você concorda que o Inferno é a pior do que qualquer desgraça possível na terra?

Jesus:
Sim, certamente.

Sócrates:
E, você não disse que todos os homens são pecadores e decaíram da graça de Deus?

Jesus:
Sim.

Sócrates:
Todos os cristãos e judeus, que têm fé, acreditam que irão para o Inferno se pecarem. Permita-me apresentar esta parábola. Cada Cristão é como um homem que está parado de pé no topo de um despenhadeiro: ele sabe que se cometer pecado ele cairá até a morte, ou pior, ao tormento eterno. Você disse que o Inferno é pior do que qualquer possível desgraça terrena. Não importa o quão severa sejam suas desgraças ou quão forte sejam os desejos dele, nenhum homem que fosse um fervoroso cristão cometeria um pecado; ou seja, não pularia do despenhadeiro ao tormento eterno. Você disse que todos os homens, incluindo os cristãos e judeus fervorosos, são pecadores. Isso quer dizer que nenhum cristão ou judeu – desde o início dos tempos – realmente acreditou que iria para o inferno. Porque, se ele acreditasse, ele não pecaria: ele não pularia do despenhadeiro se acreditasse que o Inferno e o tormento eterno esperam por ele lá embaixo. Todos os homens pulam dali; todos os homens pecam. Portanto, ninguém, em todos esses séculos, acreditou em você. Daí tiramos que Deus não veio ao coração deles mais do que veio ao meu há alguns momentos atrás. Portanto, Deus não tem o direito de esperar que eles ajam de uma maneira cristã ou tenham fé nele. Logo, Deus não tem o direito de puni-los ou enviá-los ao Inferno. Então seu Deus não é justo. Portanto, seu Deus não é Deus.

Jesus:
Olhe para o mundo à sua volta. Isso não prova que Deus exista? Veja a natureza bela e benevolente que torna você mais forte e mais saudável e lhe provém com o sol para aquecê-lo e as florestas e campos que lhe alimentam. Você não deveria cultuar Deus por tudo o que ele tem feito por você?

Sócrates:
Eu sei que a natureza é toda boa e benevolente, mas e quanto a aquele granizo que quebrou minha janela?

Jesus:
Simplesmente porque há algum mal no mundo não implica em negar o bem. Você deve agradecer a Deus por isso. Deus deve existir, porque de onde teria vindo o mundo se ele não o tivesse criado?

Sócrates:
Não necessariamente foi o seu Deus que criou o mundo. Há milhares de outros sacerdotes que clamam que o deus deles fizeram isso. Só porque eu não tenho a resposta, não significa que eu deva aceitar o seu sem investigar. Eu poderia seguir a mesma lógica e exigir que você acredite que Zeus criou o mundo. Mesmo se eu concordasse que seu Deus criou o mundo, terminaria aí a definição das qualidades de Deus, e nós não podemos assumir logicamente a partir disso que os outros aspectos da sua definição de Deus estejam corretos.

Jesus:
Espere, não se vá! Você deve salvar sua alma da danação eterna. Aceite Deus dentro do seu coração. Eu não irei embora até que você diga amém para mim.

Sócrates:
Sim. Esses são apenas pensamentos à toa de um velho. Você deve estar certo, já que tem tantos seguidores. E quem sou eu, um velho estúpido que coloca a razão e a filosofia acima das vozes da multidão.

Jesus:
Agradeça a Deus por lhe dar a vida eterna.

Sócrates foi embora.


(por James L. Hart | 1997 | traduzido por mim – original clicando AQUI)

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(por Ewen, em 18 de agosto de 2009)

“Todo mundo gosta de dançar. Até a Rainha gosta de dançar… eu acho. Minha opinião é que a dança é uma das atividades mais espirituais que alguém pode fazer. Os benefícios da dança são numerosos. Ela solta a rigidez psicológica, libera tensões, cura depressão, é um bom exercício e faz você se levar menos a sério. Não há nada pior do que se levar muito a sério.

Dança e Espiritualidade

Muitos místicos antigos falaram sobre a dança ser uma forma rápida e poderosa de entrar em contato com o divino. É uma prática importante tanto no Daoísmo quanto no Sufismo. Diz-se que o respeitado poeta sufi, Rumi, dançava sempre que desejava, não importa na companhia de quem ele estivesse.

A Técnica

Esta técnica ou exercício de Tarot é uma foram de realmente entender a carta do Louco. Para mim, a carta do Louco tem tudo a ver com impulsos espirituais. Um impulso que não tem reconhecimento, regras ou ordem. Ele é solto e completamente livre; ele transcende tanto a vida quanto a morte. Para começar, coloque alguma música de sua escolhe, relaxe e simplesmente comece a dançar. Deixe seu corpo se mover do jeito que ele quiser. Você provavelmente perceberá vozes internas vindo à superfície, lhe dizendo que você é um boboca ou algo do gênero; mas simplesmente as ignore, elas não sabem de nada.

Depois de alguns minutos de dança, comece a chutar, estender as pernas, esticar os braços para os lados (como se estivesse imitando um avião) e empinar sua cabeça para trás para que você possa olhar para o teto, depois simplesmente comece a gargalhar. Deixe a risada vir de bem fundo dentro de você. Se a risada não vier na primeira tentativa, dê um riso falso forçado até que esteja rindo de verdade. Não deve demorar para virar uma risada descontrolada.  esse ponto, você pode pensar consigo: “Eu sou o Louco Sagrado; estou além da vida e da morte”.

Dance como um Louco

Os antigos daoístas chineses afirmam que, se você fizer essa dança todo dia, você viverá até os oitenta anos.

Acho que esse exercício proverá uma dimensão totalmente diferente da carta do Louco do que os livros lhe darão.

Deixe-me saber como você lida com essa técnica, suas experiências e suas percepções com o Louco… e eu sempre estou procurando por novos movimentos de dança.

Divirta-se,
Ewen”

(Original em Tarot Eon – clique AQUI. Traduzido por mim.)

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O Brahmacharya, ou celibato, é um processo racional de preservar e conservar uma energia preciosa para que ela possa ser utilizada em outras funções muito essenciais e indispensáveis. E, se ela é preservada dessa forma, ela pode ser convertida, assim como a água densa e tangível é convertida em um vapor tênue e sutil. Então ela pode fazer maravilhas. Um rio pode não ter muito poder sozinho. Você pode ser facilmente capaz de remar ou nadar por ele. Mas, se ele for represado e suas águas conservadas, então ele tem o poder, quando devidamente canalizado, de virar imensas turbinas e produzir eletricidade. O sol quente, mesmo no verão, não causa normalmente fogo, mas se você concentrar seus raios através de uma lente, esses raios irão imediatamente queimar o que quer que seja o foco dos raios. É disso que se trata o celibato.

O prana (energia vital, força de vida) é a reserva preciosa do buscador. Qualquer atividade sensitiva ou experiência sensitiva consome muito prana. E a atividade dos sentidos que consome a maior quantidade de prana é o ato sexual. Gurudev colocou isso muito fortemente: “Ele pertuba/abala o sistema nervoso inteiro”, porque ele cria uma grande excitação, uma grande agitação, e uma intensidade tamanha de sentimentos que, como consequência, deixa a pessoa exausta e exaurida/esgotada. O mais alto de todos os objetivos na vida humana – a realização espiritual – requer o máximo disponível de energia prânica de todos os níveis: mental, intelectual e emocional. É através do prana que a gente tem que refrear nossas sensações. É através do prana que a gente tem que parar a incansável atividade mental. É através do prana que a gente tem que centralizar todos os raios espalhados da mente e fazê-la se concentrar em um único ponto. É através do prana que a gente tem que dirigir a mente concentrada até o objeto da meditação.

Todas essas várias práticas requerem o uso de prana, e o celibato garante que uma abundância de reserva prânica esteja disponível ao buscador.

99% das pessoas estão completamente apegadas a um estado de “eu sou este corpo”. Elas conhece sua identidade apenas como uma entidade física, um ser com mãos e pés e orelhas e olhos, comendo, bebendo, dormindo, falando, fazendo coisas. Então elas estão totalmente ligadas ao corpo. A consciência delas é erguida sobre o nível do corpo físico.

Entre todos esses processos corporais, a maioria se tornou mecânico. A maioria das pessoas não estão intensamente cientes do comer, beber, dormir, usar o banheiro. Todas essas coisas se tornaram automáticas. Mas o único processo que a maioria delas propositalmente se envolve, com um grande desejo dele – querendo-o, pensando nele, planejando-o e indo atrás dele – é o prazer sexual, o que significa que este é um processo que concentra a consciência inteira delas, a mente inteira, a atenção inteira sobre o físico, sua identidade física. De um certo ângulo, o ato sexual é o ápice da ‘fisicalidade’ ou animalidade. É um processo que forçosamente direciona sua atenção inteira ao físico e, mais do que isso, o foco inteiro do seu desejo e intenção sobre aquela parte da sua natureza física que você comparilha em comum com o reino animal inteiro. Isso vai ser de alguma forma útil para atingir a consciência cósmica?

Se você é um buscador espiritual, você não consegue ver que está trabalhando contra si mesmo? Você tem que liberar sua consciência dos níveis mais baixos e continuar elevando-a até níveis progressivamente mais e mais altos de estados mais e mais refinados. Pois, se a totalidade do processo espiritual de iluminação e esclarecimento é um processo de erguer-se a um estado mais alto de consciência, ele automaticamente implica em liberar-se de um estado mais baixo de consciência. Se você quer se mover em direção ao norte, isso significa se afastar do sul.

E uma das coisas que ajuda você a se liberar de ser pego neste nível físico é o celibato. A consciência cósmica, absoluta, é um grito distante se você não reconhece a necessidade de se liberar de sua identificação total com o corpo.

Swami Sivananda costumava dizer: “Brahmacharya é a base da imortalidade.”

Uma das yogas onde o celibato é absolutamente essencial e indispensável é a Kundalini Yoga. Desde o começo, é absolutamente essencial e indispensável. Senão, é perigoso se envolver com a kundalini yoga, que é baseada em pranayama e muitos mudras, bandhas e asanas.

O celibato não está fora de moda, não é coisa do passado, e não é repressivo ou negador de vida. Ao contrário, ele é usado como uma prancha para uma vida duradoura, uma vida infinita, eterna. Quem acha o celibato repressor e fora de moda parecer ter uma visão de vida muito estreita e limitada. E essa não é a única vida que existe. Quando você chegar a ter um pequeno vislumbre ou idéia do que a vida real é, então você irá ficar simplesmente deslumbrado. A vida presente tal como é hoje se torna insignificante, sem sentido.

Brahmacharya não se trata de evitar a sexualidade e nem de reprimir a sexualidade. Trata-se de passar por cima da sexualidade para que o potencial e o poder do processo sexual possa agora ser usado para algo tão maravilhoso que o sexo empalidece de insignificância em contraste. Então o brahmacharya não é nem reprimir nem evitar a sexualidade, é apenas desconsiderá-la, fazer uso desse potencial sexual para algo dez vezes ou cem vezes maior.

Se você quer entender a prática do celibato através de uma analogia que esteja dentro das formas pensadas de hoje, considere um atleta cuja ambição maior é ganhar uma medalha de ouro nas Olimpíadas. Ele irá voluntariamente se colocar nas mãos de um treinador e, se o treinador disser “Nada de festanças tarde da noite, nada de sexo, nada de comida que não presta, nada de álcool”, o atleta prontamente concorda. Ele diz: “Concordo com isso e com o que mais você disser também”. Por quê? Porque ele quer a medalha de ouro. E ninguém ergue uma sobrancelha, ninguém fica abismado com isso. Por quê? Porque a medalha de ouro justifica todas essas tão-chamadas ‘inibições’. Você não pode dizer que ele está cometendo uma violência ou se reprimindo, porque ele não está olhando para isso dessa forma. Ele está disposto a fazer qualquer coisa que o treinador exigir dele. Isso não lhe é imposto por outras pessoas. Nós entendemos por que ele está fazendo tal coisa e nós aceitamos isso.

Porém, de alguma forma, a idéia ocidental de que o brahmacharya é uma supressão não é inteiramente fora de questão. Se a gente reprime ou suprime alguma força ou faculdade natural inerente, isso pode trazer mudanças indesejáveis na personalidade. Se o brahmacharya é forçado a um indivíduo contra a inclinação ou vontade dele, condições anormais podem resultar naturalmente disso, porque a pessoa está sendo compelida a fazer algo que, no fundo, ele ou ela não quer fazer – foi compelida pelos outros, por uma restrição social ou por assumir votos que ele ou ela teve que fazer antes de ter considerado bem o que exatamente isso implicava.

Mas, se uma pessoa inteligente, tendo profundamente ponderado sobre a base completa da vida, disser: “Quando eu quero atingir algo grande, algo poderoso, não posso me prestar a esgotar as energias que tenho. Quanto mais eu conservar, mais eu posso divergir para aquele empreendimento e maiores as chances de ter sucesso”. Então, pensando e tendo entendido a racionalidade disso, e plenamente apreciando a realização última onde isso o/a levaria, se ele ou ela voluntariamente, disposto/a e com grande entusiasmo abraçar o celibato, onde ficaria a questão da supressão?

Ao contrário, o que parece ser uma espécie de negação é na verdade dar uma completa auto-expressão a uma dimensão maior do seu ser, dentro da qual você tem agora se colocado. Então, longe de negar uma auto-expressão, trata-se de dar uma expressão plena a si mesmo, porque você não está mais identificado com os aspectos menores de sua personalidade total. Você está identificado com o aspecto mais alto. É uma espécie de uma liberação e evolução a um nível maior. É algo positivo, criativo, e não algo negativo.

Na verdade, a vasta maioria dos seres humanos são animais humanos apenas; estão enraizados somente na consciência do corpo. Então o yogui diz que sua consciência apenas se movimenta nos três centros mais baixos, que é comida, sexo e eliminação inferior. Se algum despertar superior acontece e eles desenvolvem compaixão pelos outros, espírito de serviço, desejo de tornar os outros felizes, então a consciência ocasionalmente se manifesta no quarto centro, o dos sentimentos. Se a consciência persiste em uma tendência ao mais alto, de evolução epiritual e vida ideal, ela chega ao visuddha-chakra, onde podemos ter muitas experiências subjetivas, visões etc, mas ainda assim as experiências vêm e vão e a consciência se move para cima e para baixo, para cima e para baixo. Se a consciência se ergue mais além, até o ajna-chakra, nós tendemos a ficar mais e mais estáveis, estabelecidos, porque esse é o centro da mente, a psique. Mas é apenas quando a consciência chega ao sahasrara que não há mais chance de descida. Nós ficamos acima da consciência corporal. Nós não pensamos ou sentimos ou concebemos a nós próprios como uma entidade física mais. Não há como se mover para baixo. A consciência está firmemente estabelecida. Mas até então, há sempre uma necessidade de ser vigilante.

Se você quiser colocar isso numa terminologia devocional, há uma pequena composição interessante de Swami Yogananda. É algo assim: “Eu sou a bolha, tu és o mar. Deixa-me parar de ser a bolha, torna-me o mar”. E assim o devoto reza ao Deus: “Eu sou tua criança, o que tu és eu sou. Se és divino, sou divino. Se não tens corpo, não tenho corpo. Sou puro espírito, todo pervasivo, como tu. Leva-me paro alto, para o teu estado de consciência”.

[ trechos de ‘The Role of Celibacy in the Spiritual Life’, por Swami Chidananda, em pdf, traduzido por mim ]

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10 de espadas

Sei que você conhece pelo menos um. Sei que você provavelmente já foi um em algum momento, embora possa ser embaraçoso admitir. Ao menos uma e provavelmente muitas vezes mais você transformou um montículo em uma proverbial montanha. Seu(ua) rei(rainha) do drama! Tudo bem, sério. Eu tenho um lado que se inclina ao dramático. OK, talvez mais de um lado. Um flanco inteiro de meu ser talvez. Tanto que uma amiga minha, que também aprecia a quantia justa de drama borrifada por sua vida, irá me dizer “Oh! Meu! Deus! Você está sendo tão dramática!” Ao menos reconhecemos isso em nós mesmos e podemos rir disso quando cultivamos o bom humor. Esse fato nos torna decididamente não rainhas do drama. A verdadeira Rainha/Rei do Drama (“drama queen/king“) não aceita o fato de que ela/ele está sendo ridicularmente melodramático nem que eles têm noção de que estão constantemente criando situações que resultam em um drama exaustivo para eles e para os outros. Então minha amiga e eu estávamos conversando noite passada quando ela perguntou em voz alta: “Que carta do tarô representaria o drama?” Discutimos sobre a carta da lua e o lado dramático daquela carta e a questão fez ambas de nós parar, no meio da reflexão, e mentalmente dar um tiro na carta. A princípio, estávamos bastante confusas. Eu dizia que a combinação do Louco com a Lua me faria pensar em “drama”, mas eu não estava satisfeita com minha resposta. Nós continuamos a conversar e, de alguma forma, o 10 de Espadas foi mencionado e ela soltou uma interjeição: “Eis a carta do drama!”. Eu ri e disse: “Oh sim, com certeza!”. Conversamos mais sobre o assunto, aquela carta que grita “Lamentações é comigo meeeeeesmo!”

Recentemente minha filha de 12 anos de idade me perguntou que rótulos usávamos para as várias panelinhas do ensino médio. Claro que tínhamos aqueles a quem chamávamos de ‘os esportistas’. Ela disse que ‘esportistas são perenes’. (Sim, ela tem 12 anos com um vocabulário muito amplo.) Eu disse que chamávamos os “chapados” por um nome diferente, “aberrações”. Tínhamos os “nerds” que seria provavelmente os “geeks” ou algo assim hoje. Tínhamos um grupo que chamávamos de “laqueados” que é muito parecido com os “playboyzinhos” que gostam de fazer racha com seus carros e vestir jaquetas de couro e colocar gel no cabelo no estilo dos anos 50. Enquanto ela tentava achar equivalentes modernos para as categorias dos anos 70, ela perguntou: “Vocês tinham garotos/as Emo?”

“Não! Porque TODOS os adolescentes são EMO!”

Aposto que o seu incidente mais embaraçoso de “drama queen/king” foi quando você era um adolescente, certo?  E, se aconteceu depois, você provavelmente se sentiu como um adolescente atormentado de angústia. Sendo adultos, não estamos imunes ao nosso lado emo e iremos ocasionalmente exibir demonstrações emocionais distintamente auto-absortas e explosivas, especialmente quando embriagados. Tudo bem, eu te perdôo. Somos todos destinados a desenvolver ocasionalmente um melodrama sobre alguma coisa insignificante. Como aquela vez que eu tentei ficar pronta para o trabalho e o novo felino que eu tinha acabado de trazer para casa teve um espasmático frenesi de gato e escalou as cortinas do quarto e fez a vara da cortina cair e por alguma razão esse evento me deixou incapaz de trabalhar aquele dia. Ou aquela cena de véspera de Natal que eu tive com meu primeiro namorado no qual eu dramaticamente terminei com ele, dando-lhe um tapa no rosto no estilo de Joan Crawford, segurei as lágrimas até sair pela porta de casa e corri para a minha mãe, caindo em uma bagunça de berros e lágrimas em seu colo. Minha mãe estava com um namorado na época. Eu não percebi que estávamos à meia-luz, as luzes desligadas, só as luzes da árvore de natal acesas, e que havia taças de vinho na mesa de centro.

cartas do drama

Então, eu coloquei a questão para o meu tarô hoje. Que carta representa essa inclinação das pessoas a serem tão auto-focadas e famintas por atenção que criam um drama interpessoal? A primeira carta que puxei foi o Diabo. Hum… nunca realmente pensei sobre isso assim, mas não é verdade? Essa carta fala de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), vícios, obsessões, atrações doentias e motivos ocultos bastante horrendos. É a carta hedonista, pura e simplesmente.

Sentindo-me com sorte, puxei outra carta. Seis de Copas? Que diachos? É apenas uma carta doce, caridosa, generosa… oh, mas espere, há crianças. Infantilidade. Aqueles que conheço que são viciados em drama também tendem a ser bastante imaturos e embora tenham amadurecido cronologicamente na época de suas vidas quando se esperava que fossem narcisistas, eles não passaram por aquilo emocionalmente maduros.

A próxima que puxei foi o Enforcado. Eu ri. Vamos falar do maior dos mártires! E olhe para a delícia que ele está obviamente recebendo de seu desconforto, ele está aproveitando o que muitas pessoas teriam grandes dores para evitar. Ele é um masoquista? Não, ele é uma vítima, mas não é completamente inocente. Alguns acreditam que ele é um ladrão, por causa das moedas que caem de seu bolso em algumas versões antigas do Enforcado. A posição precária e até tortuosa que ele encontra em si é provavelmente devida a seus próprios ganhos, a consequência de suas ações. E ele sorri. Como o gato que comeu o canário.

Certo, isto está ficando interessante. É possível encontrar aspectos de “cobiça dramática” em todas as cartas? Eu puxei outra. O Ás de Paus. Ha! Os temperamentos cintilam e depois se extinguem rapidamente com essa carta. É uma verdadeira explosão sobre algo pequeno, um fósforo que acende uma fogueira de palha a qual queima intensamente e depois se extingue em um momento. Isso faz você se lembrar de algum “drama queen/king” que você conheça? Hum rum… a mim faz também.

Mais uma. Puxei o Seis de Paus. Eu adoro o senso de humor do tarô. Essa carta é uma das cartas mais positivas do baralho, normalmente. Mas e a vaidade dela? Essa sua atitude de “olhe para mim!”. A procura pela aprovação e, principalmente, pela atenção dos outros, junto com a representação para as massas que é evidente nesta carta. Esta carta mostra alguém que procura por atenção, prospera na atenção, e não pode sequer dar uma volta pela casa sem atrair os olhares da multidão.

Então eu acho que entendi. As inclinações humanas, as falhas de personalidade, os aspectos irritantes de nós todos, podem ser encontrados através das cartas do tarô. É meramente uma questão de perspectiva quando você olha para qualquer carta. Você pode provavelmente encontrar o que você está procurando se olhar profundamente o suficiente, espichar a cabeça para um lado, entender o todo de uma carta, e não apenas o que você acha que ela significa.

(Texto de Ginny Hunt – original clicando AQUI – traduzido por mim.)

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